MAPA DE DECLIVES PODERÁ SER USADO PARA REESTRUTURAR MOBILIDADE EM BH

MAPA DE DECLIVES PODERÁ SER USADO PARA REESTRUTURAR MOBILIDADE EM BH

Mapa de declives poderá ser usado para reestruturar mobilidade urbana em BH

Apresentando no último mês de julho, em evento realizado no Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas (UFMG), o mapa da declividade de Belo Horizonte  foi produzido para se tornar um banco numérico de dados e ser utilizado pela BHTrans nos planejamentos que envolvem mobilidade e intervenções urbanas. A proposta é a de conhecer as vias mais acessíveis de Belo Horizonte tanto para o pedestre e pessoas com deficiência, como para o ciclista e o transporte público.

A ferramenta foi desenvolvida para auxiliar a equipe de planejamento da BHTrans. Para o professor responsável pelo mapa, Rodrigo Nóbrega, especialista em geoprocessamento, a capital mineira está saindo à frente neste tipo de trabalho, seguindo o exemplo de Lisboa em Portugal, que também utiliza um mapa semelhante, mas não numérico. O mapa desenvolvido para a capital mineira fornece as declividades trecho a trecho. Sendo elaborado com base no mapa de curvas de nível (metro a metro) e fornece três valores de declividade (tanto em graus, quanto em porcentagem) para cada trecho de via da cidade: mínima, média e máxima.

Belo Horizonte, apresenta muitos pontos de declive, mas com a utilização deste mapa poderão ser traçadas novas rotas seguindo a premissa do menor esforço, mesmo que o percurso seja um pouco maior, as pessoas poderão escolher um caminho evitando morros. 

A declividade média de Belo Horizonte é 12,51%. As regiões com trechos mais suaves são a Área Central e a Pampulha. A regional com menor declividade média é a Pampulha (8,69%). As regiões com maior concentração de trechos íngremes são o Aglomerado da Serra, o Taquaril, o Morro das Pedras e o Aglomerado Santa Lúcia. A regional com maior declividade média é a Centro-Sul (16,17%).

A BHTrans deverá utilizar o mapa para a reestruturação do plano de mobilidade e poderá alterar, por exemplo, pontos de embarque e desembarque de ônibus na cidade e novas ciclorotas.

Além de ser usado pela empresa que gerencia o transporte público em Belo Horizonte, o mapa em um segundo momento será disponibilizado ao público, podendo inclusive servir como base para  a criação de um aplicativo para que o ciclista trace sua rota com menor declive.

 

Fonte: BHTrans - O Tempo

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31 2016

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