O projeto de implantação da Ciclovia Internacional do Pampa, a primeira que cruzará fronteiras na América, tem a finalidade de impulsionar a cooperação internacional entre o Brasil e o Uruguai. A iniciativa também atende a Política Nacional de Mobilidade Urbana e também as políticas sobre “integração de cidades gêmeas localizadas nas faixas de fronteira com outros países sobre linha divisória internacional”. Além da política, o trabalho tem viés turístico, visto que a estrada aonde deverá ser implantada a ciclovia, a BR-153, faz parte da rota do Bioma Pampa, com distância de 60 quilômetros entre Bagé e Aceguá.
O projeto de construção de uma ciclovia, ou ciclofaixa, na fronteira dos dois países vem sendo discutido desde o ano passado, quando a prefeitura de Bagé apresentou a proposta em um encontro de municípios da região. Até o mês de novembro deverá acontecer uma audiência no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes- Dnit – aonde será discutida a criação de uma ciclovia, ou ciclofaixa, com mais de 200 km ligando os municípios de Bagé, Aceguá e Jaguarão, no Rio Grande do Sul com a cidades de Acegua, Melo e Rio Branco, no Uruguai. O trecho brasileiro deverá ser construído junto ao leito da BR-153, também conhecida por Transbrasiliana.
Além de se agilizar o estudo da viabilidade de implantação da ciclovia na rodovia, também será constituída uma comissão que dará continuidade à execução do trabalho, além de definidas as responsabilidades de cada ente federado e de cada país no projeto. Devem participar do encontro representantes das prefeituras gaúchas, do Núcleo Regional de Integração da Faixa de Fronteira do Rio Grande do Sul e do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Estado (Eresul). O projeto conta com a participação e apoio da União de Ciclistas do Brasil (UCB), União de Ciclistas do Pampa (UCP), Clube Audax Bagé e Clube de Cicloturismo do Brasil.
fotos: divulgação-Sdect
(Ascom Sdect)
24 Outubro 2018
Mobilidade