BICICLETAS JÁ FAZEM  1/4  DAS ENTREGAS E FRETES DE FORTALEZA

BICICLETAS JÁ FAZEM 1/4 DAS ENTREGAS E FRETES DE FORTALEZA

Dados preliminares da pesquisa Origem-Destino realizados pela Prefeitura de Fortaleza destacam que 25% das entregas e fretes da capital cearense são feitos com bicicletas.

 

A logística urbana de cargas cada vez mais usa das facilidades garantidas pela bicicleta (agilidade no deslocamento, zero emissões, custos),  a informação vem de dados preliminares da Pesquisa Origem-Destino, na qual a prefeitura da cidade vem trabalhando desde o mês de fevereiro e que procura identificar os padrões de deslocamentos da população.

“Estamos numa fase preliminar, então qualquer informação de agora pode mudar no futuro, mas essas são informações muito ricas para planejarmos melhor essa questão”, explica o secretário-executivo da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), Luiz Alberto Sabóia que destacou que esse serviço de entregas atende principalmente a empresas do ramo de alimentos, medicamentos e de água engarrafada.

O crescimento do uso da bicicleta nas entregas está diretamente ligada a expansão da infraestrutura  cicloviária que em um período de 7 anos, saiu de 68,2km para 260,9 km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas .

O mesmo levantamento destaca que cerca de 33% dos deslocamentos de Fortaleza são feitos através da mobilidade ativa, ou seja a pé ou de bicicleta. "Isso impõe uma necessidade muito grande de políticas públicas que resguardem o bem-estar dessas pessoas", acrescenta Luiz Alberto Sabóia.

Os resultados parciais da pesquisa também indicam que cerca de 84% dos ciclistas de Fortaleza utilizam a bicicleta para se deslocar ao trabalho ou a estabelecimentos de ensino e 88% deles possuem renda que varia de um a dois salários mínimos - de R$ 998 a R$ 1.996.

Outro dado mapeado, destaca que em determinados bairros de Fortaleza, como Bela Vista e Ellery, entre 10% e 16% dos deslocamentos são feitos em bicicleta."Basicamente, você tem que os ciclistas são pessoas de baixa renda, normalmente de regiões periféricas, que usam o modal para trabalho", resume Sabóia.

Ainda segundo o gestor, a mobilidade urbana de Fortaleza  era feita de forma empírica ou atendendo a demandas espontâneas da população, como instalação de semáforos e alargamento de vias. A última pesquisa do gênero  foi realizada em 1996 e foi utilizada para dimensionar o uso do sistema metroviário. Com o trabalho que vem sendo realizado, será possível aplicar ações  com base em dados científicos e "altamente confiáveis".

"Pedestres e ciclistas são usuários vulneráveis e os que mais morrem no trânsito. Sabendo onde eles estão, podemos implantar, por exemplo, travessias de pedestres em nível elevado, semáforos para pedestres, mais ciclofaixas, áreas de retenção de motocicletas nos semáforos. Existe um conjunto de instrumentos e políticas com muito mais evidências", explica.

Os trabalhos de campo, da pesquisa, devem ser encerrados em outubro, até o momento cerca de 70% dos 23 mil domicílios do escopo já foram visitados. O resultado do trabalho Origem-Destino deverá ser divulgado no primeiro semestre de 2020.

fotos: Prefeitura de Fortaleza - divulgação

(G1- CE)

Admin

18 Setembro 2019

Mobilidade

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